PRÉMIO WOOK
NOVOS AUTORES
Criado pela maior livraria online do país, o Prémio Wook Novos Autores pretende dar
um lugar de destaque aos novos autores, através da divulgação de obras que ilustrem
a diversidade, a criatividade e a qualidade da produção literária em língua
portuguesa.
Consultar regulamento.
✓ 7 de janeiro 2026
Divulgação dos seis finalistas
✓ 29 de janeiro 2026
Anúncio
do
vencedor
da 2.ª edição
Presidente do Júri
Rui
Couceiro
VENCEDORA
PRÉMIO WOOK'25
NOVOS AUTORES
Sara Duarte Brandão
Sara Duarte Brandão (Porto, 1997) é licenciada em Design de Comunicação, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes e doutoranda em Ciências da Educação. Cofundou a Truz Truz Editora e integra projetos que cruzam várias áreas artísticas. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada.
“Na verdade, tudo o que escrevo e o que apago é um passo dado. Para onde não sei, mas também pouco interessa.”
LER ENTREVISTAQuem Tem Medo dos Santos da Casa
Maria Teresa cresceu numa vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade encontrada nos livros. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido sonharam para ela, parte em busca da emancipação. Hoje, a tecer tapetes, é considerada uma bruxa que assusta crianças, mas é numa amizade improvável com Joana que encontrará a sua redenção. Um romance inspirado na história dos santos do escultor Altino Maia, retirados da Igreja de São Pedro da Afurada.
VER MAIS
Nota do Júri
"O Júri da 2.ª Edição do Prémio Wook Novos Autores, presidido pelo
escritor Rui Couceiro, decidiu por unanimidade atribuir o prémio à
autora Sara Duarte
Brandão pelo romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa.
Centrando-se na história de uma mulher, Maria Teresa, e de uma
comunidade de
uma pequena vila piscatória, Quem Tem Medo dos Santos da Casa é uma obra
que
cruza habilmente o íntimo e o coletivo. A estruturação da narrativa
furta‑se
ao convencional e o trabalho de linguagem evidencia uma sensibilidade
poética que ilumina o quotidiano. Sara Duarte Brandão revisita e
transfigura
os lugares‑comuns da língua, atribuindo‑lhes novos
sentidos,
com uma
destreza reveladora de um invulgar talento literário."
DESCUBRA
OS FINALISTAS
Ana da Cunha
Sodade
Ana da Cunha (Porto, 1996) é licenciada em Teatro-Interpretação,
pós-graduada em Dramaturgia e Argumento e mestre em Jornalismo. Em 2016,
venceu o Prémio Aldónio Gomes com a obra (Des)Controlo e, em
2025, o
Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho com a obra Sodade.
É jornalista na
Mensagem de Lisboa.
«Fidj, que é feito do Carlitos?». São estas as últimas palavras da mãe
de Zé, um notário de cerca de quarenta anos, casado e pai de dois
filhos, com raízes cabo‑verdianas. Esta pergunta, que se tornará uma
obsessão, levá‑lo‑á a confrontar o passado e a revisitar um
velho
edifício, um lazareto que foi em tempos casa de mais de duzentas
famílias vindas de Cabo Verde: o Asilo 28 de Maio. Um romance sobre o
poder transformador dos livros e da amizade.
“A melhor parte de tudo é podermos criar uma realidade, um cantinho só nosso. Um lugar onde nós ditamos as regras, muito embora as personagens acabem também por nos tramar.”
LER ENTREVISTAAna Cláudia Santos
Lavores de Ana
Ana Cláudia Santos (Lisboa, 1984) é doutorada em Teoria da Literatura
pela Universidade de Lisboa. Trabalhou na Imprensa da Universidade de
Lisboa e ensinou português na Universidade de Pisa. Traduziu, entre
outros, Italo Svevo e Natalia Ginzburg. Em 2022, publicou A
Morsa –
Contos de Inocência e de Violência.
Lavores
de Ana é a sua primeira narrativa longa e conta a
história de Ana, uma mulher entre duas cidades, Nápoles e Lisboa. Um
livro que retrata o fim da juventude e o começo da idade adulta e que
reflete, entre viagens e diferentes tempos, sobre a condição de ser
mulher e de ser livre.
“Gosto de ler sobre tudo; escrevo sobre o que posso, consigo, desejo e me inquieta.”
LER ENTREVISTADulce de Souza Gonçalves
O Processo
Dulce de Souza Gonçalves (Lisboa, 1973) é doutorada em Psicologia da
Educação, e tem um Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesa.
Professora do Ensino Básico e Secundário, fundou a associação sem fins
lucrativos Mentes Sorridentes. É autora de várias obras de
literatura
infantojuvenil. Recebeu o Prémio Literário Revelação Agustina
Bessa‑Luís
com o romance O Processo.
A partir do pedido enigmático de um tio, ex‑preso político do
regime
salazarista, uma mulher mergulha nos arquivos da Torre do Tombo.
Encontra, para além do registo de uma prisão, o eco de uma história
silenciada, feita de coragem e traição e de um amor que supera
fronteiras. Um romance que entrelaça memória, resistência e amor,
atravessando geografias e gerações.
"Devemos sempre reconhecer que não escrevemos sozinhos e que chegamos ao destino porque temos quem nos alumie o caminho."
LER ENTREVISTAJosefa de Maltezinho
Elisa
Josefa de Maltezinho (Porto, 1956), pseudónimo de Julieta Aleluia,
dedicou grande parte da sua vida ao ensino como professora do Ensino
Básico com formação na Universidade de Aveiro. Em 2013 publicou o seu
primeiro livro de poesia, Água Corrente, seguindo‑se, em
2016,
numa
estreia como romancista, a obra Maçã
Com Bicho.
Elisa
é uma narrativa que acompanha a vida da protagonista
ao longo do período do Estado Novo terminando já num tempo posterior à
Revolução do 25 de Abril. Um retrato da sociedade da época e de uma
família, mas, sobretudo, de uma mulher que escreverá a sua própria
história.
“[Escrever] é um gesto de continuidade, mais do que de disciplina.”
LER ENTREVISTANuno Duarte
Pés de Barro
Nuno Duarte (Sintra, 1973) estudou design gráfico no Ar.Co e começou uma
carreira na publicidade onde foi diretor criativo de algumas das
principais agências do mercado e amealhou várias distinções nacionais e
internacionais. Pés
de Barro é o seu primeiro romance.
Estamos em 1962 e vem aí a construção da primeira ponte suspensa sobre o
Tejo. A obra irá mudar para sempre a paisagem da capital. Através dos
olhos de Victor Tirapicos, um serralheiro de vinte e dois anos, veremos
a ponte erguer‑se enquanto, ali mesmo ao lado, partem os navios
cheios
de rapazes para a guerra do Ultramar. Um retrato poderoso e simbólico do
fim de um regime, uma história de dificuldades e esperança.











